5 principais dúvidas sobre Inteligência de Mercado – Parte II

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Tema complexo, a Inteligência de Mercado gera dúvidas até mesmo para quem tem algum conhecimento sobre o assunto. Mas investir em IM é uma das práticas de gestão que mais aportam eficiência às organizações, que procuram mais agilidade na hora de identificar suas dores e encontrar as soluções.

Nós já respondemos 7 dúvidas sobre Inteligência de Mercado e você pode conferir hoje as respostas para cinco dúvidas importantes que surgem neste mercado:

 

1 Como estruturar uma área de inteligência em modelo de rede?

Em tempos de transformação digital como o que vivemos, as empresas têm o desafio de definir a estrutura ideal para sustentar esse novo modelo de atuação e trabalhar com inteligência de dados de maneira eficiente. São três as formas principais de organizar equipes dentro da área de IM: centralizadas, descentralizadas e em rede.

Uma área de inteligência em modelo de rede corresponde a uma estrutura composta por pessoas que conhecem bem o negócio da organização, são especialistas em coleta de informações e capazes de gerar produtos de inteligência.

Com a atuação de uma equipe multidisciplinar, contando com profissionais internos e externos à empresa, torna-se possível conectar as estruturas centralizadas e descentralizadas e relacionar seus dados e informações para a formação de novas soluções.

Assim, se a área de Pesquisa e Desenvolvimento identifica um competidor que pode se tornar um bom parceiro para novos negócios, por exemplo, esta informação deve ser percebida pelos especialistas da rede e será subsídio para embasar a tomada de decisão de efetuar essa parceria.

Uma área de inteligência estruturada em forma de rede é, portanto, uma maneira de trocar conhecimentos e auxiliar a empresa a ter ainda mais elementos para consolidar seu sucesso no mercado.

 

2 De quanto em quanto tempo eu devo revisitar a árvore de inteligência da minha empresa?

A inteligência se propõe a trazer uma visão de mercado e de concorrência de maneira continuada e sistemática. Por isso, não é suficiente analisar a concorrência hoje e voltar a fazer isso apenas daqui a alguns meses ou – pior ainda! – anualmente, como se rever estratégias apenas uma vez ao ano fosse a melhor escolha.

Você precisa saber se um concorrente começa a agir, certo? E também quando revisitar e retroalimentar a árvore de inteligência. É a partir destes pontos que entram em ação os métodos ágeis, como, por exemplo, o SCRUM (uma metodologia ágil para desenvolvimento de projetos de software), para entregar valor de modo mais rápido.

Temos o ótimo como alvo, mas devemos fazer o bom constantemente, afinal, é a caminhada que nos traz o conhecimento para seguir traçando o melhor caminho.

Isso significa que, ao entregar um produto de inteligência, imediatamente devemos refletir sobre ele e sua contribuição, avaliando as rotinas de coleta e análise dos dados de forma contínua. E esta é uma reflexão que deve ser diária para o time da área de inteligência: o que fizemos ontem, o que faremos hoje e o que nos impede de realizar a atividade.

 

3 Quando devo utilizar robôs de coleta para automatizar processo de captura?

Na etapa de coleta, os robôs (a tecnologia) são utilizados para capturar e monitorar as informações que vão alimentar o processo de inteligência. Partindo-se da premissa de que existe conteúdo disponível na internet, os robôs de coleta devem ser utilizados em três situações:

• Quando o volume de informações a serem coletadas for muito grande.
• Quando existir complexidade para se obter a informação, como nos casos em que os dados estão espalhados por diversas seções no site e é necessário navegar muito (com alguma lentidão) para visitar muitas páginas.
• Quando o número de sites a serem visitados para coletar as informações necessárias for muito grande.

Leia também: O impacto da inteligência artificial nas práticas de IM

 

4 Só posso estruturar um processo de inteligência top/down?

Não. Também é possível estruturar um processo de inteligência botton/up, mas isso costuma acontecer apenas em modelos descentralizados com nascimento nas áreas de negócios.

Em áreas de vendas, marketing, compras e inovação, entre outras, pode haver uma iniciativa que começa nesta estrutura, com possibilidade de crescer na organização à medida que gera e apresenta seus resultados. Assim, uma área descentralizada pode virar centralizada, sendo ainda mais fácil de caminhar para uma arquitetura em rede.

 

5 Quando devo utilizar War Game em minha organização?

Um War Game é uma adaptação dos jogos de guerra militar, uma simulação com o objetivo de ajudar uma empresa na análise do seu ambiente de negócios, revendo estratégias de atuação.

Assim, simulando uma situação ou um problema de negócio, avaliam-se as possíveis reações de quem está envolvido na questão, procurando buscar as soluções e, a partir delas, reorganizar o direcionamento da empresa, ou seja, ajudar a decidir.

O objetivo de jogar War Game é ampliar as possibilidades de sucesso do negócio frente à concorrência, levando em consideração, também, eventos e tendências que nem sempre são controláveis. Neste sentido, o War Game é usado nos seguintes casos:

• Quando surgem mudanças nas condições e/ou no cenário do mercado.
• Para o lançamento de um novo produto ou serviço e para entrar em um novo mercado.
• Para ampliar a participação de um produto ou serviço e para renovar uma marca.
• Para defender-se de um novo competidor, do crescimento de um novo produto ou ainda contra o crescimento de um produto ou serviço de baixo custo.

Por outro lado, se há confiança sobre o que a concorrência vai fazer ou como vai reagir à sua estratégia e se você está comprometido com ela, independentemente do que os competidores farão, não há necessidade de jogar War Game.

Quer saber mais sobre as áreas de inteligência? Continue acompanhando o blog da Plugar, onde você sempre encontrará informações relevantes para ajudar sua empresa a trilhar o melhor caminho.

 

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