4 Pain Points que explicam por que sua empresa deveria ter um Portal de Inteligência

Portais de Inteligência vêm sendo usados há cerca de 15 anos no Brasil para suportar o processo de inteligência de mercado, competitiva e estratégica, entre outros focos de atuação. Fundamentalmente, se propõem a centralizar as iniciativas da área, desde a organização de produtos de inteligência, relatórios e outros entregáveis, apoiar na troca de informações para favorecer um cenário de colaboração, acelerar atividades de análise e geração de insights, assim como oferecer visibilidade sobre missão, visão, objetivos e demais responsabilidades desta estrutura dentro das empresas.

Neste artigo, me proponho a ser – polêmico – e definitivo, afirmando: uma área de Inteligência não consegue prosperar sem dificuldades sem um Portal para suportar o processo. O fato é que vivemos num cenário global de competição ímpar! Concorrentes surgem de todos os lados, de todos os setores, fazendo com que os clássicos “Novos Entrantes” descritos por Michael Porter em seu Estratégia Competitiva, ainda na década de 80, sejam a força da indústria que mais surpreende as empresas. É aplicativo de tecnologia que muda o setor dos transportes, é player de vídeo sob demanda que muda a indústria do cinema, é empresa de Telecom que vira competidor no segmento de meios de pagamento, isso apenas para citar os óbvios!

Para apoiar a minha afirmação, apresento abaixo 4 Pain Points relacionados aos motivos pelos quais as áreas não podem entregar valor de verdade sem um Portal de Inteligência.

 

1. MONITORAMENTO

As áreas de inteligência, de um modo geral, têm muitas demandas de monitoramento mas pouco headcount para uma atuação mais manual. Sem suporte tecnológico para enfrentar o crescente volume de fontes de informação, o trabalho de monitoramento se torna uma atividade impraticável, apesar de extremamente importante. Desta forma, o primeiro Pain Point que apoia a justificativa da criação de um Portal de Inteligência se dá através da questão do monitoramento. Um Portal precisa oferecer recursos automatizados para a coleta de informações, mas principalmente para a geração de alertas automáticos sobre a ocorrência de mudanças coletadas a partir de concorrentes, clientes, fornecedores, órgãos governamentais, personalidades, entre outros atores relacionados à rotina de uma área de inteligência.

 

2. COLABORAÇÃO

Uma área de inteligência que não trabalha em rede não atinge os melhores resultados. Há estudos que dizem que cerca de 80% das informações do ambiente externo, importantes para a compreensão do ambiente de competição da organização, já estão dentro da empresa através de interações continuadas e diárias de colaboradores de áreas de negócios com clientes, fornecedores, órgãos governamentais, formadores de opinião, entre outros atores. Neste contexto, o segundo Pain Point identificado é a necessidade do estabelecimento de canais para favorecer a troca de informações e a colaboração dentro das organizações, melhorando o fluxo informacional entre a área de inteligência e a empresa como um todo. Em termos de funcionalidades, formulários de contatos, fóruns de discussão e recursos que permitam comentários e avaliações sobre informações que circulem no Portal se tornam fundamentais.

 

3. SISTEMATIZAÇÃO

Analisar o mercado uma vez e só repetir a análise um ano depois para suportar o planejamento estratégico da empresa pode ser tempo demais. O processo de inteligência preconiza uma atuação sistemática, fazendo com que as variáveis do ambiente de competição sejam sempre observadas, a fim de que se antecipem oportunidades e ameaças sobre o negócio da organização em todas as suas instâncias. Sendo assim, o terceiro Pain Point se traduz na demanda pela criação de um instrumento que mantenha o processo de monitoramento continuado e gerando análises na medida das necessidades decisórias da organização. Num Portal de Inteligência, os recursos mais comuns a atenderem essa questão são os alertas automáticos, os monitoramentos de fontes secundárias e as funcionalidades de colaboração que favorecem a troca continuada.

 

4. FORMALIZAÇÃO

Área de inteligência que não comunica para sua organização qual é sua missão, visão, objetivos e demais responsabilidades da estrutura, acaba virando oráculo. Toda e qualquer demanda de monitoramento da empresa acaba sendo direcionada para esta área, impedindo uma operação mais assertiva, uma gestão mais eficiente e, consequentemente, resultados mais eficazes. O quarto Pain Point para o qual um Portal de Inteligência consegue contribuir é na formalização da área. Deixar claros os drivers da estrutura de inteligência, ao mesmo tempo legitimando e tangibilizando para a organização suas práticas, suas rotinas e seus alvos de monitoramento, culmina num processo mais maduro, mais colaborativo e mais transparente. Os recursos tecnológicos que apoiam a formalização num Portal de Inteligência normalmente são seções institucionais para registro dos direcionamentos da área, detalhes da equipe, competências, formação, resultados, entre outras informações.

Você lidera uma área de inteligência e se identifica com os Pain Points citados? Saiba que você não está sozinho! A boa notícia é que o caminho não é tão árduo. No próximo artigo, vou escrever sobre os estágios de maturidade de um Portal de Inteligência e como chegar lá.

 

por Fábio Rios

CEO Plugar Data Intelligence

*Texto publicado originalmente no blog da Revista Amanhã.

 

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